quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jovem, nunca fale sem conhecer!






Vivemos em um mundo em que informação é algo totalmente viável a qualquer pessoa. Basta entramos na internet ou então comprarmos um jornal na banca da esquina que teremos as principais informações de qualquer parte do mundo bem ao nosso alcance. A informação nos da base e segurança para discutir sobre os assuntos que nos interessam ou dizem respeito. A opinião não pode ser contestada, ela é sua maneira de ver e compreender um assunto qualquer. Mas será que se você se preocupasse em conhecer o assunto um pouco mais a fundo, sua opinião não seria diferente da de todos os seus amigos, por exemplo? Outro dia em uma aula de Comunicação, foi levantada a questão do aborto e da camisinha e alunos expressaram serem contra a posição da Igreja Católica em não aceitar o aborto e a camisinha. Você sabe porque a Igreja é contra essas práticas? Se você não sabe, pena! Talvez Você esteja seguindo a opinião de outras pessoas e deixando de adquirir as informações que te responderiam essa questão. Não escrevo isso só porque sou Católica e estou defendendo a minha Igreja. Escrevo porque a um tempo atrás eu também tinha a mesma opinião que você pode ter. Conversando com alguns amigos católicos, descobri que a Igreja é contra a camisinha, pois ela não protege contra a AIDS como é dito pelos órgãos de saúde publica. Este fato foi comprovado por estudos científicos e publicado em vários sites e revistas sobre o assunto. Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que: “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3). Vale lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS. (Rubber Chemistry ,Technology, Washington, D.C., junho de 1992) . O vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem. Quando enchemos um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passam as moléculas de aguá. Contra fatos não há argumentos! O aborto é outro tema que provoca discussões. Para a Igreja, no momento da concepção Deus coloca ali uma alma. Já para a ciência, existem, pelo menos , 7 visões sobre o início da vida. Para a teoria embriológica, a vida começa na terceira semana de gestação, quando o embrião adquire individualidade. Outros cientistas afirmam que a vida começa com a nidação, ou seja, a fixação do embrião no útero – o único ambiente em que poderá se desenvolver. Como a nidação em geral só acontece a partir do 40º dia, essa é uma visão bastante defendida por pesquisadores de células-tronco em embriões congelados. Outros ainda, afirmam que é o coração pulsando, o cérebro funcionando, ou que a vida é simplesmente o oposto da morte – se é que sabemos o que é a morte. A visão ecológica sustenta que a vida começa quando o feto pode viver fora do útero. Para isso é preciso que os pulmões estejam prontos, o que ocorre por volta da 25a semana de gestação. Segundo a visão fisiológica, a vida humana começa quando o indivíduo nasce e se torna independente da mãe, com seu sistema circulatório e respiratório. Já a visão metabólica sustenta que a vida é um processo contínuo. Portanto, não faz sentido discutir seu início já que o óvulo e o espermatozóide são apenas o meio da cadeia vital. Porque será que a mídia não dá importância a opinião da Igreja? Pense um pouco: Esse tema – de quando se dá início de uma nova vida humana - é de bastante relevância, e estratégico até, porque a partir do momento em que consolidamos o conceito (que nos parece fazer um uso adequado da razão) de que a vida humana começa no exato instante da fecundação, todos os atos que seguem a esse momento, e que possam interromper o processo dessa nova vida humana, é a destruição de um ser humano, portanto um assassinato. Se aceitarmos a falsa lógica de que a vida não começa com a fecundação, estaremos justificando o descarte e destruição dos embriões, mais tarde dos deficientes, dos excluídos da sociedade, enfim, a vida passará a não ter mais valor. Isso faz algum sentido para você?
Precisamos nos conscientizar que só as informações que recebemos da escola não nos trazem o conhecimento total e correto qualquer assunto. É preciso estudar sim, mas também pesquisar em todos os meios de comunicação que estão a sua disposição. Além disso, não vá pela opinião dos outros. Leia mais, assista telejornais, não use só a internet para olhar seu Orkut ou entrar no MSN. Saiba construir e basear sua opinião, sobre qualquer assunto, em fatos concretos e estudos. Você pode estar cometendo erros, e se nada for feito para mudar isso, você continuará errando!

Por Ellen Lima