terça-feira, 2 de março de 2010

Até que ponto queremos ter o controle de nossa vidas?


Ter o controle total de nossas ações seria uma maneira de tornar a vida previsível, seria como ter um roteiro de como será o dia, antes dele começar, o que faríamos, o que aconteceria, o que deveríamos levar ou deixar, além disso, estaríamos programando nossas ações, deixaríamos de ser espontâneos e imprevisíveis, duas das características que tornam o ser humano único.

Por um lado teríamos a comodidade de saber que determinada idéia ou ação não daria certo, por outro perderíamos inúmeras oportunidades e novas idéias que viriam dessas situações que estão fora do nosso controle.Não pisaríamos em poças, não passaríamos por situações embaraçosas que depois virariam histórias para contar, como piada, a nossos amigos.

O que torna um ser único é a maneira que ele aprende, desenvolve, cresce através dos erros e acertos cometidos ao longo da vida, se controlássemos cada uma de nossas ações perderíamos a chance de errar e, consequentemente a oportunidade de aprender e mudar nosso ponto de vista. Deixar algumas ações ocorrerem naturalmente significa dar-se a oportunidade de descobrir o quanto imperfeito você é.

Ter o controle total de sua vida significa apenas uma coisa: Você está planejando toda sua vida e esquecendo de um simples detalhe, a vida não é apenas planejar, é viver também, e às vezes sem planos.


Por William Barreiros

Livros X Filmes






O que você prefere: ler um livro ou assistir ao filme?

Pois é, muitas pessoas preferem assistir ao filme! A ideia de passar para a telona grandes obras literárias, além de arrecadar bilhões de dólares, dispensa o espectador da obrigação de ler a obra, que algumas vezes parece longa, cansativa e bem menos interessante. O prazer de ler foi substituído por badaladas e disputadas estréias nas salas de cinema de todo o mundo.

Há problema nisso?

Podemos pensar na resposta para essa pergunta tomando duas linhas de raciocínio distintas.

Vamos tentar entender porque uma pessoa que prefere ler ou assistir.

A pessoa que prefere ler o livro geralmente é aquela que tem o habito de ler, ela gosta de ler. O livro proporciona ao seu leitor uma riqueza de detalhes sobre a história que, na grande maioria das vezes, o filme não consegue retratar. Outro ponto, o livro é democrático, ou seja, cada leitor encara o livro de uma forma, você tem a sua imagem e interpretação da história, dos personagens, sem se prender a um padrão. Com ele você viaja.

A pessoa que prefere assistir ao filme geralmente é aquela que não tem tempo de ler, ou não gosta mesmo. O filme proporciona aos espectadores uma versão pronta, com uma duração já certa, com uma forma “real”, isso com relação ao enredo, personagens, ambientes, um resumo incrementado do livro.

No filme, tudo o que você imaginou enquanto lia se torna concreto, não sendo necessariamente com você esperava.

Todas as emoções parecem mais reais, você chora junto, sofre junto, ri, se diverte e se apaixona junto.

Na verdade não existe qual é o certo ou o melhor.

O importante nisso tudo é que ler é um ótimo exercício para todos, e leitura estimula o pensamento, a fala, o senso crítico e informa. A leitura não pode e nem deve ser substituída por filmes. Assistir aos filmes é legal. Se você não tem tempo para ler, mas queria conhecer a história, o filme é uma boa opção. Podemos conciliar as duas coisas.


Por Ellen Lima

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jovem, nunca fale sem conhecer!






Vivemos em um mundo em que informação é algo totalmente viável a qualquer pessoa. Basta entramos na internet ou então comprarmos um jornal na banca da esquina que teremos as principais informações de qualquer parte do mundo bem ao nosso alcance. A informação nos da base e segurança para discutir sobre os assuntos que nos interessam ou dizem respeito. A opinião não pode ser contestada, ela é sua maneira de ver e compreender um assunto qualquer. Mas será que se você se preocupasse em conhecer o assunto um pouco mais a fundo, sua opinião não seria diferente da de todos os seus amigos, por exemplo? Outro dia em uma aula de Comunicação, foi levantada a questão do aborto e da camisinha e alunos expressaram serem contra a posição da Igreja Católica em não aceitar o aborto e a camisinha. Você sabe porque a Igreja é contra essas práticas? Se você não sabe, pena! Talvez Você esteja seguindo a opinião de outras pessoas e deixando de adquirir as informações que te responderiam essa questão. Não escrevo isso só porque sou Católica e estou defendendo a minha Igreja. Escrevo porque a um tempo atrás eu também tinha a mesma opinião que você pode ter. Conversando com alguns amigos católicos, descobri que a Igreja é contra a camisinha, pois ela não protege contra a AIDS como é dito pelos órgãos de saúde publica. Este fato foi comprovado por estudos científicos e publicado em vários sites e revistas sobre o assunto. Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que: “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3). Vale lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS. (Rubber Chemistry ,Technology, Washington, D.C., junho de 1992) . O vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem. Quando enchemos um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passam as moléculas de aguá. Contra fatos não há argumentos! O aborto é outro tema que provoca discussões. Para a Igreja, no momento da concepção Deus coloca ali uma alma. Já para a ciência, existem, pelo menos , 7 visões sobre o início da vida. Para a teoria embriológica, a vida começa na terceira semana de gestação, quando o embrião adquire individualidade. Outros cientistas afirmam que a vida começa com a nidação, ou seja, a fixação do embrião no útero – o único ambiente em que poderá se desenvolver. Como a nidação em geral só acontece a partir do 40º dia, essa é uma visão bastante defendida por pesquisadores de células-tronco em embriões congelados. Outros ainda, afirmam que é o coração pulsando, o cérebro funcionando, ou que a vida é simplesmente o oposto da morte – se é que sabemos o que é a morte. A visão ecológica sustenta que a vida começa quando o feto pode viver fora do útero. Para isso é preciso que os pulmões estejam prontos, o que ocorre por volta da 25a semana de gestação. Segundo a visão fisiológica, a vida humana começa quando o indivíduo nasce e se torna independente da mãe, com seu sistema circulatório e respiratório. Já a visão metabólica sustenta que a vida é um processo contínuo. Portanto, não faz sentido discutir seu início já que o óvulo e o espermatozóide são apenas o meio da cadeia vital. Porque será que a mídia não dá importância a opinião da Igreja? Pense um pouco: Esse tema – de quando se dá início de uma nova vida humana - é de bastante relevância, e estratégico até, porque a partir do momento em que consolidamos o conceito (que nos parece fazer um uso adequado da razão) de que a vida humana começa no exato instante da fecundação, todos os atos que seguem a esse momento, e que possam interromper o processo dessa nova vida humana, é a destruição de um ser humano, portanto um assassinato. Se aceitarmos a falsa lógica de que a vida não começa com a fecundação, estaremos justificando o descarte e destruição dos embriões, mais tarde dos deficientes, dos excluídos da sociedade, enfim, a vida passará a não ter mais valor. Isso faz algum sentido para você?
Precisamos nos conscientizar que só as informações que recebemos da escola não nos trazem o conhecimento total e correto qualquer assunto. É preciso estudar sim, mas também pesquisar em todos os meios de comunicação que estão a sua disposição. Além disso, não vá pela opinião dos outros. Leia mais, assista telejornais, não use só a internet para olhar seu Orkut ou entrar no MSN. Saiba construir e basear sua opinião, sobre qualquer assunto, em fatos concretos e estudos. Você pode estar cometendo erros, e se nada for feito para mudar isso, você continuará errando!

Por Ellen Lima